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EntrevistaLucas Oliveira

Softdex Entrevista: o CEO da Espresso Labs sobre software houses, IA e o futuro do desenvolvimento

A Espresso Labs é a software house mais bem avaliada da Softdex em Junho. Conversamos com seu CEO sobre o que motivou a jornada empreendedora, o papel das software houses na era da IA e como a plataforma Softdex tem contribuído para o negócio.

Softdex Entrevista: o CEO da Espresso Labs sobre software houses, IA e o futuro do desenvolvimento

Na foto: diretores e sócios da Espresso Labs, com Eduardo Missaka no centro.

A Equipe Softdex entrevistou Eduardo Missaka, CEO e cofundador da Espresso Labs. A Espresso Labs é uma software house localizada em São Paulo e hoje é referência no desenvolvimento de soluções customizadas de tecnologia.

O que motivou você a empreender abrindo uma software house?

Durante a faculdade, meus sócios e eu sempre estivemos interessados e envolvidos no ambiente de inovação. Lá em 2018, a USP vivia um boom de startups — parecia que todo mês ouvíamos falar de um novo negócio que havia captado milhões e prometia revolucionar o mercado. Isso nos incentivou a tentar a sorte criando a nossa própria. Criamos do zero uma plataforma funcional, captamos usuários, mas acabou não dando certo.

O que ficou, porém, foi o conhecimento sobre como construir e manter uma plataforma web. Usamos esse aprendizado para ajudar outros empreendedores e cuidar da parte de tecnologia para eles, inicialmente como freelancers. O que começou com projetos avulsos logo evoluiu para a empresa que a Espresso é hoje.

O que você acredita ser o principal diferencial da sua software house?

Olha, algo que sempre incentivamos aqui na Espresso é que nossos programadores e designers pensem do ponto de vista do cliente. Cada projeto, cada ideia que chega até a gente representa, muitas vezes, o trabalho de uma vida do cliente — e devemos respeitar isso contribuindo ativamente para o sucesso da ideia dele.

Essa preocupação em fazer dar certo é, com certeza, nosso maior diferencial. Também somos muito bons em recrutar e manter pessoas boas — mas isso é o básico.

Como você enxerga o mercado de software houses hoje?

O mercado de tecnologia é sempre movimentado. A demanda vai e vem entre diferentes serviços, mas acredito ser um bom momento para empresas preparadas para ajudar os clientes com a implementação de projetos de IA.

Isso, inclusive, tem tirado o sono de muitos donos de software houses. Estamos todos quebrando a cabeça para entender qual seria o papel dessa nova tecnologia. A programação vai ficar mais fácil? O cliente conseguirá sozinho colocar um app no ar nos próximos anos? São respostas difíceis de dar agora.

Falando em IA, qual você acha que é o papel da software house nesse novo contexto de mercado?

O dever de uma software house sempre foi ajudar o cliente a navegar pelo mundo da tecnologia até chegar a um produto final. O que muda (e sempre mudou, por sinal) é a forma como chegamos lá. Antes, a resposta era sempre desenvolver algo novo. Depois veio a onda do low code e, agora, estamos na era da IA. É dever da software house conhecer todas essas ferramentas e ajudar o cliente a chegar a respostas como qual API usar, qual IA usar, como montar a infraestrutura, e por aí vai. Nosso trabalho e nosso objetivo continuam os mesmos.

Como a Espresso Labs tem abordado o uso de IA?

Na Espresso, sempre incentivamos o uso de tecnologias novas. Usamos bastante o Claude Code como copiloto na produção de código e de módulos específicos, enquanto for economicamente viável. No entanto, queremos que nossos programadores saibam distinguir uma boa resposta e um bom código de um "AI slop". Temos muitos sistemas de clientes no ar e não podemos depender unicamente da IA.

Isso, inclusive, é uma questão que estamos monitorando de perto. A tendência é o preço dos tokens subir cada vez mais. Quando isso acontecer, acredito que muitas software houses que adotaram o modelo de demissão em massa e substituição por ferramentas de IA terão dificuldades.

Como a Softdex ajuda a Espresso Labs?

Graças à nossa boa reputação na plataforma, temos recebido leads que procuram um fornecedor confiável de tecnologia. Sentíamos falta de algo no mercado parecido com o que era a SWHouses, e sinto que a Softdex tem cumprido bem esse papel.

Equipe: 55 colaboradores
Faixa de faturamento: R$ 10 a 20 milhões
Tempo de mercado:8 anos
Segmento:Todos os setores, com forte presença no mercado financeiro
Reputação Softdex: ★★★★★ (5 estrelas)